A Agência da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB em São José dos Campos percorreu, no dia 22 de janeiro, com barco o trecho do Rio Paraíba do Sul, entre São José dos Campos e Taubaté, a fim de verificar se não há mais sinais do Acrilato de Butila. O produto vazou de uma carreta em um acidente ocorrido na Rodovia Presidente Dutra, Km 149, em São José dos Campos, no último dia 20. O Acrilato de Butila chegou até o Rio Paraíba do Sul através do afluente Córrego Lavapés.
Segundo o gerente em exercício da agência, Marcus Vinícius da Cunha, o barco partiu de São José dos Campos, na altura da foz do Córrego Lavapés, descendo o Paraíba do Sul,passando por Caçapava e Taubaté. Cerca de 40 quilômetros foram percorridos.
Os técnicos não constataram nenhuma alteração da qualidade da água, nem cheiro forte de tinta, característico do Acrilato de Butila. Também não foi constatada mortandade de peixes ou outro tipo de impacto à fauna aquática.
Praticamente todo o produto que ficou contido nos diques colocados no córrego e nas galerias de águas pluviais foi recolhido - cerca de 12 mil litros de água contaminada com o produto. Ainda segundo o representante da CETESB, as reclamações da população em função do odor também cessaram. Com relação à presença do produto no Rio Paraíba do Sul, ele explicou que, devido à boa vazão do rio, a tendência agora é a sua dispersão cada vez maior e mais rápida.
O acidente
O acidente com o caminhão que gerou o vazamento em São José dos Campos aconteceu no início da manhã do dia 20 de janeiro. Equipes da Agência Ambiental de São José dos Campos e do Setor de Operações de Emergência da CETESB foram acionadas às 7 horas, em virtude do acidente envolvendo a carreta, da Transportadora Cavalinho, que transportava 28 mil litros de Acrilato de Butila, produto químico perigoso.
A carga vinha da fábrica da BASF, em Guaratinguetá-SP. O Acrilato de Butila é um produto tóxico, líquido, inflamável e irritante para pele, olhos e vias respiratórias. Em função do
odor exalado, várias reclamações de moradores locais foram registradas na Agência Ambiental.
Os trabalhos emergenciais contou, além dos técnicos da CETESB, com equipes do grupo de emergência da BASF, e do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil de São José dos Campos.
Fonte: Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB