Ed.175 | 25 de fevereiro de 2026

Projetos

Reunião realizada em 9 de fevereiro. Crédito: Acervo CEIVAP

GTAOH realiza segunda reunião de 2026

A segunda Reunião de 2026 do Grupo de Trabalho Permanente de Acompanhamento da Operação Hidráulica da Bacia do Rio Paraíba do Sul (GTAOH) foi realizada no dia 9 de fevereiro, em atuação conjunta com o Comitê da Bacia do Rio Guandu. Como primeiro ponto de pauta, foi submetido à apreciação o registro da primeira Reunião do GTAOH em 2026, realizada no dia 8 de janeiro. O item foi aprovado.

Na sequência, foi realizada a análise das condições hidrológicas e de armazenamento da Bacia do Rio Paraíba do Sul, apresentada pelo representante da ANEEL/ONS, Paulo Diniz. A apresentação abordou o cenário hidrometeorológico recente, destacando a atuação de sistemas meteorológicos na região Sudeste, incluindo a formação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul, cuja previsão inicial indicava chuvas mais significativas do que as efetivamente observadas. Foi ressaltado que, apesar das precipitações registradas terem sido inferiores às previsões iniciais — o que reduziu riscos associados ao controle de cheias a jusante do reservatório de Funil —, também houve menor contribuição hídrica para a recuperação dos reservatórios, especialmente nas cabeceiras da bacia. Informou-se que, até aproximadamente o dia 21 de fevereiro, a tendência seria de ausência de chuvas significativas, com previsão apenas de pancadas isoladas a partir desse período.

No que se refere às vazões naturais, observou-se um pico recente associado principalmente ao trecho intermediário da bacia, seguido de tendência de recessão. Em termos de armazenamento, foi apresentada a evolução do sistema equivalente, que atingiu cerca de 43,36%, com recuperação ainda em curso, porém com expectativa de desaceleração em função da redução das afluências. Foi destacado o objetivo de alcançar aproximadamente 56,1% de armazenamento no início de abril, valor de referência para aplicação da curva de segurança do próximo período seco.

A apresentação detalhou, ainda, a situação operacional dos principais reservatórios da bacia. As defluências das cabeceiras permanecem minimizadas, visando à maximização da recuperação dos volumes armazenados. No caso do reservatório de Funil, foi informado que as defluências foram reduzidas de forma preventiva, considerando a possibilidade de cheias a jusante, especialmente em trechos críticos como Barra Mansa. O especialista destacou que se avalia, no âmbito do setor elétrico, a possibilidade de antecipação da recuperação do volume de espera do reservatório de Funil, diante da perspectiva de redução das chuvas.

No terceiro item da pauta, destacou-se o relato referente à captação do município de Jacareí, onde foram realizadas obras que permitiram maior resiliência do sistema, possibilitando a manutenção do abastecimento mesmo em condições de vazões significativamente reduzidas.

Na sequência, atendendo à solicitação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana, foi realizada apresentação sobre a situação hidrológica do Rio Paraíba do Sul na região da foz, com base nos dados da Estação de Campos dos Goytacazes. A exposição teve caráter informativo e abordou a análise histórica das vazões mínimas, médias e máximas, com destaque para o recorte dos últimos 30 anos. Os dados exibidos indicam a intensificação da persistência de vazões mínimas abaixo da vazão residual na última década, em especial para os anos de 2015, 2024 e 2025. Foi ressaltado que, diferentemente de anos anteriores, observou-se nos períodos mais recentes uma menor recuperação das vazões nos meses finais do ano, o que caracteriza um cenário mais crítico e prolongado de estiagem no trecho não regularizado da bacia.

Os representantes do Comitê do Baixo Paraíba do Sul enfatizaram que os dados da foz refletem diretamente as condições hidrológicas e operacionais de toda a bacia, reforçando a importância de uma visão sistêmica que considere tanto o trecho regulado quanto o não regulado. Houve, ainda, sugestões técnicas para aprimoramento das análises, incluindo a utilização de vazões naturalizadas para melhor avaliação de tendências hidrológicas associadas a mudanças climáticas e uso do solo.

Nos assuntos gerais, foi informado que continuam sendo aguardadas indicações de contatos por parte de algumas instituições para a finalização do protocolo de comunicação entre os usuários. Também foi proposta e acordada a realização de uma reunião extraordinária do GTAOH no mês de março, em função do cenário de monitoramento intensificado da bacia, sendo marcada a data de 16 de março. A próxima reunião ordinária foi pré-agendada para o mês de maio.

Por fim, foi feito um relato sobre reunião realizada entre a Diretoria do CEIVAP e os comitês afluentes, com foco no alinhamento da comunicação institucional, de forma a evitar divulgações desencontradas ou alarmistas sobre a situação da bacia. Foi reforçada a importância da emissão de boletins periódicos com informações consolidadas e do respeito aos fluxos institucionais de comunicação.


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