Ed.172 | 28 de novembro de 2025

Institucional

Diretoria do CEIVAP em painel na Zona Azul. Crédito: Acervo CEIVAP

CEIVAP amplia diálogo sobre clima e gestão da água na COP 30

A participação CEIVAP na COP 30 reforçou o protagonismo da bacia nos debates internacionais sobre gestão das águas, adaptação climática e governança territorial. Ao longo de uma intensa programação entre os dias 10 e 21 de novembro, a presidente do Comitê, Ana Asti, e a secretária do CEIVAP, Aparecida Vargas, representaram a instituição em painéis, encontros técnicos e reuniões internacionais nas Zonas Azul e Verde do evento, apresentando programas, experiências e avanços estratégicos desenvolvidos pela bacia do Paraíba do Sul.

A agenda teve início com a participação no painel “City-basin dialogue: urban resilience through improved monitoring and IWRM planning”, promovido pela INBO e ICLEI na Zona Azul. Na ocasião, as representantes do CEIVAP contribuíram com reflexões sobre como o monitoramento permanente e o planejamento integrado dos recursos hídricos são fundamentais para aumentar a resiliência urbana diante dos impactos crescentes das mudanças climáticas. No mesmo dia, na Zona Verde, o Comitê apresentou os avanços da atualização do Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH), destacando o papel do planejamento por bacia como ferramenta essencial para a segurança hídrica em cenários de pressão climática. Ainda em 11 de novembro, Ana Asti e Aparecida Vargas participaram de uma reunião com o professor Alexander Antonelli, fundador da Hidden Universe: Biodiversity, para discutir possibilidades de cooperação e iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade na bacia.

No dia 12, na Zona Azul, o CEIVAP integrou o painel internacional “Nature-based solutions for climate adaptation in the basins of rivers and lakes”, compartilhando sua experiência na implementação de ações que usam a natureza como instrumento de adaptação climática. Na Zona Verde, as representantes participaram de uma reunião com a comitiva francesa, em que foram discutidos o futuro das Agências de Água no Brasil, os resultados de 30 anos da Política Nacional de Recursos Hídricos e a experiência da AGEVAP no Projeto Interagências. Ainda no mesmo dia, acompanharam as discussões sobre o Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o enquadramento dos corpos hídricos, temas essenciais para orientar ações de prevenção, mitigação e gestão diante dos eventos climáticos extremos.

A programação seguiu no dia 13 com uma participação de destaque na Agrizone da COP 30, onde o CEIVAP e a AGEVAP conduziram a mesa “Política Nacional de Recursos Hídricos: Agenda azul e verde como vetores para a adaptação e resiliência climática”. Com moderação de Aparecida Vargas, o debate abordou os desafios e as oportunidades para fortalecer a resiliência das bacias hidrográficas brasileiras por meio de ações integradas entre conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Na Zona Verde, Ana Asti representou o CEIVAP no painel sobre Economia Azul, reforçando a importância da governança das águas como base para novos modelos de desenvolvimento. Também foi apresentado o Plano e Programa de Educação Ambiental (PPEA) da bacia do Paraíba do Sul, evidenciando como a educação exerce papel decisivo na mobilização social e na adaptação climática.

No dia 14, o CEIVAP apresentou o Programa Mananciais, que investe em serviços ambientais para conservação e recuperação de microbacias, destacando como essas ações fortalecem a resiliência socioambiental e a segurança hídrica dos territórios. Nos dias 17, 18 e 19, foram retomadas apresentações e diálogos sobre temas estruturantes, como a continuidade da atualização do PIRH, a atuação dos Comitês de Bacia na gestão integrada das águas e novas exposições sobre o Programa Mananciais, reforçando seu papel estratégico diante das incertezas climáticas.

A presença do CEIVAP na COP 30 consolidou o compromisso da instituição em aprimorar continuamente a governança da bacia do Paraíba do Sul, fortalecer parcerias internacionais e ampliar o alcance de programas estruturantes que integram ciência, planejamento e participação social. Ao compartilhar seus projetos e experiências, o Comitê reafirma sua contribuição para os debates globais sobre clima, água e biodiversidade, posicionando a bacia do Paraíba do Sul como referência em gestão hídrica e adaptação climática.


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