CEIVAP amplia diálogo sobre clima e gestão da água na COP 30
A participação CEIVAP na COP 30 reforçou o protagonismo da bacia nos debates
internacionais sobre gestão das águas, adaptação climática e governança territorial. Ao
longo de uma intensa programação entre os dias 10 e 21 de novembro, a presidente
do Comitê, Ana Asti, e a secretária do CEIVAP, Aparecida Vargas, representaram a
instituição em painéis, encontros técnicos e reuniões internacionais nas Zonas Azul e
Verde do evento, apresentando programas, experiências e avanços estratégicos
desenvolvidos pela bacia do Paraíba do Sul.
A agenda teve início com a participação no painel “City-basin dialogue: urban resilience
through improved monitoring and IWRM planning”, promovido pela INBO e ICLEI na
Zona Azul. Na ocasião, as representantes do CEIVAP contribuíram com reflexões sobre
como o monitoramento permanente e o planejamento integrado dos recursos hídricos
são fundamentais para aumentar a resiliência urbana diante dos impactos crescentes
das mudanças climáticas. No mesmo dia, na Zona Verde, o Comitê apresentou os
avanços da atualização do Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH), destacando o
papel do planejamento por bacia como ferramenta essencial para a segurança hídrica
em cenários de pressão climática. Ainda em 11 de novembro, Ana Asti e Aparecida
Vargas participaram de uma reunião com o professor Alexander Antonelli, fundador da
Hidden Universe: Biodiversity, para discutir possibilidades de cooperação e iniciativas
voltadas à conservação da biodiversidade na bacia.
No dia 12, na Zona Azul, o CEIVAP integrou o painel internacional “Nature-based
solutions for climate adaptation in the basins of rivers and lakes”, compartilhando sua
experiência na implementação de ações que usam a natureza como instrumento de
adaptação climática. Na Zona Verde, as representantes participaram de uma reunião
com a comitiva francesa, em que foram discutidos o futuro das Agências de Água no
Brasil, os resultados de 30 anos da Política Nacional de Recursos Hídricos e a
experiência da AGEVAP no Projeto Interagências. Ainda no mesmo dia, acompanharam
as discussões sobre o Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o enquadramento dos
corpos hídricos, temas essenciais para orientar ações de prevenção, mitigação e gestão
diante dos eventos climáticos extremos.
A programação seguiu no dia 13 com uma participação de destaque na Agrizone da
COP 30, onde o CEIVAP e a AGEVAP conduziram a mesa “Política Nacional de Recursos
Hídricos: Agenda azul e verde como vetores para a adaptação e resiliência climática”.
Com moderação de Aparecida Vargas, o debate abordou os desafios e as oportunidades para fortalecer a resiliência das bacias hidrográficas brasileiras por meio de ações integradas entre conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Na
Zona Verde, Ana Asti representou o CEIVAP no painel sobre Economia Azul, reforçando
a importância da governança das águas como base para novos modelos de
desenvolvimento. Também foi apresentado o Plano e Programa de Educação
Ambiental (PPEA) da bacia do Paraíba do Sul, evidenciando como a educação exerce
papel decisivo na mobilização social e na adaptação climática.
No dia 14, o CEIVAP apresentou o Programa Mananciais, que investe em serviços
ambientais para conservação e recuperação de microbacias, destacando como essas
ações fortalecem a resiliência socioambiental e a segurança hídrica dos territórios. Nos
dias 17, 18 e 19, foram retomadas apresentações e diálogos sobre temas
estruturantes, como a continuidade da atualização do PIRH, a atuação dos Comitês de
Bacia na gestão integrada das águas e novas exposições sobre o Programa Mananciais,
reforçando seu papel estratégico diante das incertezas climáticas.
A presença do CEIVAP na COP 30 consolidou o compromisso da instituição em
aprimorar continuamente a governança da bacia do Paraíba do Sul, fortalecer
parcerias internacionais e ampliar o alcance de programas estruturantes que integram
ciência, planejamento e participação social. Ao compartilhar seus projetos e
experiências, o Comitê reafirma sua contribuição para os debates globais sobre clima,
água e biodiversidade, posicionando a bacia do Paraíba do Sul como referência em
gestão hídrica e adaptação climática.
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